Abrindo portas
Julho 3, 2008
Hoje choveu. Mesmo quando a chuva parou o dia seguiu cinza, o típico dia deprimente.
Estava voltando para casa de carona, cantando muito no carro com o som a todo vapor quando eu e meu motorista nos deparamos com uma ruela cogestionada, demoramos 8 minutos para andar uma quadra da rua secundária, que já não parecia tão secundária. Nesse tempo, que para mim foi uma eternindade, com o carro parado e a empolgação de antes se esvairindo, reparei numa velhinha numa janela. Era uma casa antiga, dois andares, com a porta na calçada e flores nas janelas, sem flores. A velhinha espiava. Não sei se o movimento de hoje era atípico ou não, aquela ruela não fazia parte da minha rotina, mas a expressão da senhora era de rotina, de tédio, era o reflexo da demora do trânsito. De imediato pensei “não quero ver minha vida acabar de uma janela”. Vou aproveitar até o fim dos meus dias tudo que a vida oferecer de mais emocionante, não quero coisas paradas como o congestionamento, o tédio. Não quero acabar como uma expectadora, não nasci pra isso e não vou morrer nisso. Quero que as flores da minha janela estejam coloridas e nos dias de chuva não ficarei na janela, descerei para me molhar. Vou ficar na porta e não na janela.
Fantástico, não se acomodar numa vidinha “majumenos”. Viver a vida perigosamente, até o fim =%
hahaha
beijo lari
adorei o blog ;)
droga! li e não comentei, agora tudo que eu falar vai parecer cópia…
GENIAL Íssa!
PERFEITO! ENVOLVENTE! consegui relembrar exatamente o rosto da velhinha e a situacao. Te digo, cada dia mais viva!
ps: adorei o fato de tu ir de carona com o TEU motorista… hauhauah
Nossa que clichê mais inêdito! o.o
Gostei bastante do seu post, bem pensado, deve ser o desejo de todo o mundo não ser a velinha de janela.
Parabéns pelo seu blog, muito bom (e nada clichê). *-*
Uma legítima utópica garota de início de curso.
Mas eu concordo plenamente, ando pensando assim nos últimos tempos. Por um lado isso me parece bizarro, por que é difícil de ver pessoas com mais de 40 anos ainda pensando assim.
Será que mudaremos nossa forma de pensar depois de passadas algumas estações?
Espero que não.
Brigarei para não estar na janela.
Faltou um comentário pra discordar dos teus amigos, entristecer-te, mas para ser sincero.
Mais clichê do que inédito o assunto, contudo, o título pareceu-me bem interessante.
Concordo contigo, Larica.
Pode ser clichê mesmo, mas esse assunto precisa ser pensado por cada um enquanto os nossos planos ainda estiverem em fase de construção.
Tô gostando de ver esse blog!
=*