Cardápio:

Setembro 26, 2008

A Louca

Veja só…

Setembro 25, 2008

É amigo, nesse meio tempo mudei horrores. Não sei dizer se o saldo é positivo ou negativo. A essência é a mesma, mas mudei.

É amigo, nesse meio tempo conheci muitas pessoas. Pessoas novas, pessoas que já conhecia. Algumas que valeram realmente a pena e outras que nem tanto.

É amigo, nesse meio tempo fui a muitos lugares. Alguns lugares comuns outros bem atípicos. Todos interessantes.

É amigo, nesse meio tempo vivi horrores. Vivi intensamenta. Os momentos ruins, os momenetos bons. Vivi o que não teria vivido se você estivesse ao meu lado.

Ponto final

Setembro 23, 2008

Não aguento mais minha pia transbordando de louça suja.

Mas nada faço para mudar isso.

Tenho nojo da situação.

Mas minha atitude é passar cada vez mais longe para não ver o que está acontecendo.

E assim vou acumulando e agravando o problema.

É hoje que encaro a pia de frente e dou um fim nisso.

Carta ao pai

Setembro 17, 2008

Parabéns! Você é pai!

Sim, de três filhos. Filhos lindos que você não viu crescer porque estava ocupado demais com o trabalho, com as viagens, com uma segunda vida.

Crianças que você tanto quis e que hoje são um estorvo em sua vida.

Crianças que, já sem tanta inocência, te odeiam.  Que já não acreditam na recuperação dos dias maravilhos sonhados junto ao pai. Que não têm esperança de que você ligue no aniversário desejando, com vontade, felicidades. Que sentem vergonha da sua covardia escondida trás do seu dinheiro. Que já não querem seu carinho, sua atenção. Querem vingança. Que ficam imaginado os dias que você passa com os filhos alheios, que não mereceriam mais do que os seus, mas têm.

Seus filhos esperam que, algum dia, você trate eles como filhos que são.

Conhecer

Setembro 11, 2008

Conheci.

Conheceu tudo em mim.

Conheceu coisas que nem eu mesma conhecia.

(…)

Agora é apenas um conhecido.

Jogo da vida

Setembro 5, 2008

Ouvi, certa vez, que tudo pode viciar. Tenho meus pequenos vícios. Mascar chilete, comer queijo, beber coca-cola, lavar o cabelo, cantar e jogar Freecell. Muita gente condena esse último. A maioria ainda prefere jogar Paciência, mas já não tenho mais saco pra ela. Depois que descobri o Freeceel, minha vida mudou. Há pouco mais de um ano que tenho essa dependência. E sempre que sento na frente de um computador busco o link do reizinho. Esporadicamente me pego jogando no piloto automático. Eu sei que parece chato, mas juro que é bem divertido, além de estimular o raciocínio lógico e me fazer refletir sobre a vida.

Exatamente. Jogar Freecell me faz pensar na vida. Cada jogada pode ser uma alusão a situações cotidianas. Desde fazer a escolha certa até arriscar, quando parece que o jogo está perdido.

Quando o maldito aviso de “você perdeu o jogo” aparece ainda tento, em vão, lutar e procurar outras jogadas, mas é preciso aceitar a derrota, erguer a cabeça e partir para outra ou começar o mesmo do zero, buscando outros caminhos. A ferramenta de “desfazer” muito útil na hora em que se percebe que não está fazendo a coisa certa. Mas assim como na vida, nem sempre ela está disponivel. Se o jogo está perdido já está feito, não adianta quer voltar atrás.

O bom mesmo quando, depois daquele clique decisivo todas as cartas se alinham num movimento que parece festivo e aparece a congratulação “Parabéns! Você ganhou” é ótimo. A sensação de ter conseguido vencer é muito boa e motivadora. Mesmo não sabendo exatemente de quem ganhei. Talvez seja de mim mesma só.

Talvez o Freecell seja exatamente isso: Eu x Eu. Cada escolha, cada falha, cada distração, cada acerto. Quem é responsável por eles sou apenas eu, na frente do computador. Testo minha capacidade, mas diante do facasso não desisto, fico mais tentada a conseguir. Assim toda vez que um jogo acaba, começo outro, não só pelo passantempo, mas por incrível que pareça, pelo desafio.

Arco-íris

Setembro 2, 2008

Saudades do meu cachorro preto. Apesar de preto ele deixava meus dias mais coloridos e alegres. Passear com ele pelo verde dos parques, nos dias azuis. Hoje meu companheiro é branco.

Ele me esconde atrás de sua fumaça cinza. Tento, instantaneamente, acreditar que ele deixa as coisas mais claras e calmas. Mas sei que por dentro tudo fica cada vez mais preto.