Que tal amanhã?
Outubro 25, 2008
Amanhã, quando a chuva parar, eu passo pano na casa.
Festa do pijama
Outubro 25, 2008
Ah! Eu gosto de escrever em dias de chuva.
Como é bom ter o dia do pijama. Acordar cedo ou tarde e ficar com essa peça de roupa tão confortável o dia inteirinho.
É um dia sem compromissos. Quando se toma um banho demorado para lavar a alma e se livrar da sujeira do mundo. E depois tem a liberdade de voltar correndo para os braços acolhedore do pijama. É quando se vive o interior. Um tempo para reflexão e preguiça. Uma preguiça boa e necessária à todos os meros mortais.
É o dia em que se pode ficar com a maquiagem borrada, a meia furada e a cama bagunçada. Não existe preocupação com os horários das refeições nem com o cardápio. Quebra completamente a rotinha.
Uma comédia romântica ou qualquer outro filme da sessão da tarde. Música boa alta ou baixa. Um bom livro ou gibi. O tempo dá uma trégua e tu pode fazer uma festa particular, onde o convidado de honra é o pijama.
Poema de onibus
Outubro 25, 2008
Queria ser francamente fraca como um poeta que se esconde nos seus versos.
Ah, quem me dera ser poeta! Perdido na sua boêmia inspiração.
Quem me dera conseguir dizer sem falar.
Escrever em versos ou prosa, mas sempre com lirismo e mistério que só a poesia tem.
Me esforço. Tento fazer bonito. Mas sou simplória demais. Explícita demais.
Quack
Outubro 15, 2008
Patético só pode vir de pato.
Que bixinho mais patético. Simpático, mas patético. Desde o som até os movimentos. Que meu chaveiro amarelo, com luzinha e efeitos sonoros de quack não me ouça.
Mas ele combina com a dona: patético.
Sobre o que?
Outubro 12, 2008
Frio. Chuva. Noite. Desocupação. Momento propício para escrever. Para se fazer um texto daqueles de tirar o chapéu. Afinal, não existem outras preocupações e o tempo é todo seu. Você pode se sentar na cadeira confortavel em frente ao computador e soltar suas letras.
Mas é justamente quando se quer que não se consegue. Expremo meus pensamentos na procura de alguma lembrança bizarra ou interessante. Busco alguma situação para contar detalhadamente e virar uma leitura agradável. E nessa hora tudo foge. Existe um vácuo no lugar onde ficam as inspirações.
E, ao som de Vengaboys, que destoa do clima da noite, escrevo clichemente sobre a falta do que escrever.
Votei
Outubro 5, 2008
Como qualquer outra festa, a festa da democracia deixa seus rastros. São milhares de santinhos pelas ruas e os eleitores pisando na cara dos candidatos que sorriem patéticamente simpáticos para ganharem seu voto.
—————————————————————————————————-
Quando criança eu adorava acompanhar minha mãe até a urna. Ficava imaginando quando eu faria isso. Cresci e adiei meu título de eleitor ao máximo.
Depois de completar 18 anos fui atrás do documento, não por vontade de me manifestar politicamente, mas para não pagar multa. Completamente descrente na política brasileira, não me senti nada confiante depois de apertar o botão verde e ouvir o sinalzinho irritante.
Mas fui até lá e exerci meu direito (imposto) como cidadã. Confesso que o ato foi um um tanto quanto decepciontante. Esperava mais daquele momento em que eu ajudaria a escolher o futuro da minha cidade. Mas foi rápido. Indolor. Sem gosto, sem cheiro sem cor. Agora é ver se os governantes escolhidos pelo povo não decepcionarão também.
Ode(io) a terça
Outubro 1, 2008
Terça-feira é o dia que nem meus textos dão certo.