Novembro 26, 2008

Porto Alegre é um inferno hoje. Bendito seja o vento que ainda teima em soprar refrescante.

Ele estava na parada. Há quinze minutos esperava o ônibus.
Ela chegou. Ficou virada de costas, olhando fixa para a rua, com pressa de que o T5 chegasse.
Ela cansou de encarrar a rua. Ele aproveitou a deixa quando seus olhares se cruzaram.
De antemão já se desculpou pela intromissão. Ele só queria elogiar o perfume dela. Muito bom. Ela, encabulada, responde que o vento espalhou o cheiro.
Ela volta a fitar a rua. Ele mergulha no relógio, estava atrasado.
Os dois esperaram o ônibus em silêncio por mais dez  minutos.

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