Livremente inspridado em mesas de bar
Março 31, 2009
Minha consciência me faz voltar pra casa antes do sono vir e de todas as garrafas ficarem vazias. Enquanto isso vejo uma garota devolver a cerveja pelo gargalo no momento em que seu acompanhante lhe dá as costas, muito cavalheiro, para pegar mais bebida e mais. Coitado, ele pensa que está embebedando ela e ela engana ele fingindo uma embriguês com risadas escandalosas. E eu assisto a tudo. Rio de tudo. Já pensando em contar pra vocês. Porque eu sabia que chegaria em casa cedo. Sabia que o sono já teria me abandonado e que eu iria precisar de um passatempo como esse de contar o que vi na mesa do lado. Importante o detalhe do beijo dele na testa dela antes de sair para o bar. Que cena. Quase obscena. Tanta carinho. Tanta mentira. E a tal mesa do tal casal era tão limpa e organizada. Olha só pra nossa: Rótulos, toquinhos e poças. Bem escarancarado, como nós, que fazíamos tantos planos e já rejeitavamos a cervaja na cara dura, já trocavamos de copos e faziamos questão de tudo assim.