Minha mãe conta que, uma vez, quando eu era bebe de poucos meses, estávamos viajando. Meus pais faziam muito isso. Viajar, sabe. Não se tinha muito o que fazer em Ilópolis. E em uma dessas viagens eu estava deitada em um travesseiro – que pro meu pequeno corpo virava cama – quando meu pai olhou pra mim ali, assim, branquinha, imóvel, frágil e falou: “se ela morresse agora, eu a colocaria em um caixãozinho de vidro.”
apesar de ser uma forma de amor paterno, esse papo de caixãozinho de vidro é meio mórbido. e eu não consigo deixar de lembrar daqueles fetos em formol nos laboratórios. não sei se os pais deles não disseram algo parecido… é um bom clichê original sobre amor. hehehe
e respondendo ao meu post: é o fim porque literatura é mais desencontro, mal-entendido. deixamos a nossa cota de encontros improváveis para ser gasta na vida, certo?
tu sempre me contava essa história e eu sempre ficava triste =(