Rotina

Exílio

A televisão, a rua, a máquina de lavar
e eu
presa em um silêncio
imóvel em um sofá
sob o peso da tristeza

um exílio
num lugar que chamo de casa
mas onde a casa não está

onze meses de silêncio
de não estar
no mundo
eu não estou
só o projeto vive
mas morre em cada um desses dias sem esperança
de que mesmo?
de acordar no dia seguinte
e viver além desse
silêncio

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Um comentário sobre “Exílio

  1. Larissa, parabéns pelos clichês ordinários! Descobri seu blog por acaso, numa pesquisa do goolge. Aí li um poema, outro, outro e gostei. Também edito um blog, abordo basicamente duas temáticas “literatura e sociedade”, se quiser dar uma olhada, sinta-se em casa.

    Diego.

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